A Abraji e a Transparência Internacional - Brasil (TI-BR) escolheram seis trabalhos de excelência para serem apresentados no 21º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, que será realizado de 30 de julho a 1° de agosto, no Campus Paraíso da UNIP, em São Paulo.
Foram inscritas 70 reportagens de todo o país. Pela segunda vez consecutiva, a Abraji abre espaço para inscrições de trabalhos dentro da programação do Congresso, para além da curadoria do evento.
Para a presidente da Abraji, Ana Carolina Moreno, o projeto é uma forma de reconhecer reportagens excepcionais e, ao mesmo tempo, inspirar mais jornalistas a perceberem que o jornalismo investigativo vai muito além da apuração com fontes em off sobre grandes escândalos de corrupção.
“Jornalismo investigativo é ter o olhar sensível para enxergar uma história onde outros só vêem normalidade. É ter a diligência de destrinchar esse fio do começo ao fim e buscar todas as informações para confirmar os fatos reportados. É equilibrar a cobertura do dia a dia com a apuração de temas especiais. É dedicar tempo para produzir o texto e os elementos de apoio para que a reportagem seja didática e impactante. E é, mais do que tudo, o compromisso com o direito de a sociedade ser informada sobre o que está acontecendo ao seu redor", complementou Carolina.
Johanna Nublat, coordenadora editorial da Transparência Internacional - Brasil, falou da importância desse tipo de iniciativa. "A Transparência Internacional - Brasil tem orgulho de apoiar iniciativas que reconhecem o melhor do jornalismo. Estamos falando de reportagens que conectam evidências, ampliam o debate público e lançam luz sobre temas que, muitas vezes, atores poderosos prefeririam manter fora do escrutínio. É esse compromisso com a qualidade e o impacto que o Mesas de Excelência celebra”, disse ela.
A seleção considerou materiais em seis categorias, Corrupção e fraudes nos setores público e privado; Crimes ambientais e emergência climática; Investigações transnacionais sobre abuso de poder (público e/ou privado); Jornalismo de impacto local e capacidade transformadora; Orçamento, contratações e obras públicas, infraestrutura; Segurança pública e direitos humanos.
Todos os trabalhos foram avaliados por uma comissão composta por membros da Diretoria da Abraji e da Transparência Internacional - Brasil. A seleção foi feita em duas fases, com a avaliação de todas as reportagens por duas pessoas e a escolha das seis reportagens entre um grupo de dez finalistas.
Os seis selecionados terão suas despesas com viagem, alimentação, hospedagem e ingresso custeadas. Eles participarão de mesas de excelência para falar da realização dos trabalhos, do alcance e das dificuldades e técnicas de apuração.
Os trabalhos selecionados são:
Tubarão ameaçado no prato
Karla Mendes, Philip Jacobson e Kuang Keng Kuek Ser
Veículo: Mongabay Brasil
'Ele tinha envolvimento...'
Ana Beatriz Rocha e equipe
Veículo: TV Cabo Branco
Exclusivo: Indígena presa em cela masculina acusa policiais de estupros em série enquanto amamentava bebê
Rubens Valente
Veículo: Sumaúma
A Política da Bala
Artur Rodrigues, Renan Porto e equipe
Veículo: Metrópoles
Clã que comanda 2 prefeituras em AL desvia verba da educação para trator e arena de vaquejada
Paulo Saldaña
Veículo: Folha de S. Paulo
Ouro, escavadeiras e fuzis: como facções e milícias dominam garimpos clandestinos na Terra Indígena Sararé
Bruno Abbud: repórter
Ahmad Jarrah: fotógrafo
Carolina Dantas: editora
Juliana Mori: diretora editorial
Veículo: Infoamazonia
Projeto Amazon Underworld:
Jeanneth Valdivieso: coordenadora editorial
Jaap van ’t Kruis: vídeo documentarista
Arianna De Sousa-García: editora da versão em espanhol
Natalie Barusso: cartógrafa – Amazon Underworld
Laura Alcina: infografias – Amazon Underworld
Bram Ebus e Juan Torres: codiretores do Amazon Underworld