O Brasil vive uma contradição. Por um lado, alguns indicadores criminais estão melhorando e, segundo uma pesquisa nacional do Instituto Sou da Paz, a maioria da população rejeita respostas simplistas e apoia soluções baseadas em eficiência, preparo das polícias, aplicação correta das leis, redução da circulação de armas e uso de tecnologias como câmeras corporais. Por outro lado, a sensação de insegurança e a polarização do debate público permanecem altas.
Nessa mesa, vamos discutir como o jornalismo pode contribuir para um debate público mais qualificado, contextualizado e orientado por soluções, sem abrir mão do rigor investigativo e da cobertura crítica da violência. Como a cobertura jornalística e a circulação de conteúdos nas redes sociais moldam a percepção sobre violência? E qual pode ser o papel da imprensa em tornar mais visíveis as evidências e as experiências que já têm trazido resultados em diversos estados, os consensos sociais e as políticas públicas que efetivamente geram resultado?