A corrida por minerais críticos e a expansão acelerada de usinas eólicas e solares têm sido apresentadas como sinônimo de progresso e sustentabilidade. Mas o avanço desses empreendimentos sobre o Cerrado e a Caatinga, entre outros biomas, revela um outro lado da transição energética: desmatamento, conflitos fundiários e impactos sobre povos tradicionais e unidades de conservação. E isso não é exclusividade do Brasil: da mineração de lítio nos Andes às disputas por terra pela dita energia limpa em outros países da região, a América Latina tem sido foco da transição energética, mas com regras bastante diferentes das aplicadas ao norte global. Essa mesa vai reunir jornalistas e pesquisadoras que atuam na linha de frente dessa cobertura em diferentes países para discutir como investigar os impactos negativos de empreendimentos de energia renovável e da mineração de insumos essenciais para a produção de energia renovável e de baterias, além de explicar as salvaguardas possíveis para contê-los.