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Home > Manual de boas práticas e conduta

Manual de boas práticas e conduta

A Abraji reuniu, neste documento, orientações de acessibilidade e conduta esperada para promover a inclusão de pessoas com deficiência (PCDs) e a atitude respeitosa entre os participantes do 21º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. Contamos com a sua colaboração para que o evento seja um ambiente acolhedor e livre de discriminações.

Data de publicação: 17/06/2026
Autoria: Abraji e Eficientes

Acessibilidade no evento


As atividades do Congresso vão contar com audiodescrição e linguagem simples. Parte da programação terá interpretação de Libras. No entanto, um Congresso acessível não é construído apenas pela organização do evento. Todas as pessoas precisam atuar de forma inclusiva. Por isso, temos orientações importantes para você!


Como criar a sua apresentação de forma inclusiva:


1. Para os slides, utilize o modelo que disponibilizamos neste link. Ele possui textos em tamanho grande e contraste do fundo com a cor do texto; Caso queira mudar as cores do modelo cheque no site VERIFICADOR DE CONTRASTE se a combinação de cores do texto e fundo está satisfatória.


2. Não use apenas cores para destacar uma informação visual. Você pode destacar as informações com o uso de ícones ou imagens, estilos de fontes diferentes, textos auxiliares ou utilizando proporções diferentes de um dado para o outro;


3. Evite utilizar mais de um idioma no mesmo slide, trazer palavras rebuscadas ou pouco usuais. Prepare o conteúdo todo em português. Se for necessário trazer algum termo em outro idioma, coloque o seu significado em seguida;


4. Não se prenda a descrever o conteúdo apenas verbalmente. Coloque o texto descritivo das imagens e vídeos com legendas;


5. Se for permitir o compartilhamento do seu material com o público, salve-o em PDF, HTML e RTF (Rich Text Format).


 


Como estar em cima do palco ou na sala de aula de forma inclusiva:


1. Descreva-se ao iniciar a sua atividade: diga onde você está e faça uma breve descrição de suas características (cor da pele, estatura, cor e estilo do cabelo, se está usando algum acessório e como é sua roupa). Ajude as pessoas a montar mentalmente a sua imagem;


2. Use palavras simples e explique sempre as siglas e termos técnicos que utilizar. Pode parecer óbvio para você, mas para os outros pode não ser;


3. Preste atenção no seu ritmo de fala e faça uma pausa entre os tópicos. Isso ajuda os intérpretes de Libras na tradução simultânea do conteúdo e os audiodescritores a descrever com qualidade o conteúdo apresentado;


4. Explique o que está sendo mostrado no slide e forneça sua interpretação sobre aquela informação para guiar as pessoas, sobretudo as pessoas com deficiência visual, a acompanhar o seu raciocínio e o que está sendo apresentado.


 5. Em vez de recorrer ao masculino genérico para se referir a um grupo diverso, adote formas inclusivas. Priorize expressões como “todas as pessoas”, “quem se inscreveu”, “a comunidade”, “a equipe”, entre outras. Sempre que for necessário especificar gêneros, organize as menções começando pelo feminino, seguido do masculino — prática que ajuda a romper com padrões historicamente hierárquicos da linguagem.


Assentos reservados


Alguns assentos nas primeiras fileiras das salas e auditórios estarão reservados para pessoas com deficiência. Isso inclui pessoas com deficiência auditiva, que precisam estar próximas das pessoas para fazerem leitura labial, e pessoas surdas que precisam de boa visibilidade do intérprete de Libras.


 


Acessibilidade atitudinal


Criamos barreiras atitudinais quando temos comportamentos que impedem ou prejudicam a participação social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas. A linguagem capacitista é aquela que carrega significados equivocados ou pejorativos em relação à pessoa com deficiência (PCD).


Saiba quais são os termos incorretos e capacitistas: portador de necessidades especiais; pessoa portadora de necessidades especiais; portador de deficiência; deficiente visual; pessoa deficiente; cadeirante; surdo-mudo; pessoa com necessidades especiais; criança especial.


Escolha os termos corretos: pessoa com deficiência; pessoa com deficiência visual; pessoa com deficiência física; pessoa cega; pessoa surda; pessoa usuária de cadeiras de rodas.


 


Linguagem simples


A linguagem simples facilita a leitura e a compreensão das informações, de forma objetiva e inclusiva. É uma ferramenta de comunicação que contribui para que todas as pessoas entendam a mensagem corretamente. Ou seja: a era do falar difícil, com uso de jargões, termos rebuscados ou desconhecidos pela maior parte da população, está chegando ao fim.


 


Doze orientações de escrita em linguagem simples:


Primeiro grupo - como escolher as palavras


1. Evite o uso de jargões, termos técnicos e siglas sem explicar o que significam. Quando não for possível evitar o uso de siglas (nomes muito extensos, por exemplo), escreva o significado no primeiro uso e, posteriormente, use somente a sigla. Sempre que possível substitua jargões e termos técnicos por palavras mais conhecidas;
2. Não use termos pejorativos, discriminatórios e palavras estrangeiras;
3. Não use termos sexistas;
4. Use palavras conhecidas pelo seu público-alvo e evite palavras difíceis;
5. Use verbos que expressam ação direta como faça, abra, use, identifique.


Segundo grupo - como estruturar as frases


6. Evite escrever frases com mais de 20 palavras. Não tenha medo de usar muitos pontos. Quanto maiores suas sentenças, mais cansativas;
7. Dê preferência ao uso de frases em ordem direta SUJEITO + VERBO + OBJETO. Ex: O diretor assinou os documentos.


8. Não usar "x" ou "@" para neutralizar gênero, uma vez que essa convenção funciona somente na escrita, mas não para ler, falar ou ouvir o que dificulta o acesso à informação. Então, opte por palavras ou frases que não caracterizem gênero específico, ocultando a marcação de gênero.


Terceiro grupo - como organizar e apresentar o documento


9. Use títulos e subtítulos para organizar o documento;


10. Organizar o texto segundo a hierarquia: da informação mais importante para a menos importante;
11. Use elementos visuais, como diagramas, tabelas e gráficos. Mas lembre-se: é preciso descrever as imagens para que a população cega possa compreender;
12. Use marcadores de tópicos quando precisar.


 


Conduta esperada:


1. Cuide das palavras. Evite linguagem racista, machista, lgbtfóbica e elitista. Seja gentil e não insulte ou exclua outros. Comportamentos inaceitáveis incluem ameaças, linguagem discriminatória, envio de material explícito, doxing, insultos racistas ou sexistas, atenção sexual indesejada e assédio verbal.


2. Respeite o espaço e o corpo do outro. Mantenha o ambiente seguro e produtivo. Estar em um contexto de descontração não é razão para ofender, agredir ou assediar outra pessoa. Respeite quando alguém pedir para parar. Não é não.


3. Caso haja dúvidas se alguma palavra, termo ou expressão reforça estereótipos, preconceitos ou discriminação, recomendamos checar os seguintes materiais governamentais: MANUAL DE COMUNICAÇÃO SECOM LINGUAGEM INCLUSIVA e GUIA DE LINGUAGEM INCLUSIVA PARA FLEXÃO DE GÊNERO.


A Abraji possui um Código de Conduta que estabelece protocolos e diretrizes para identificar, apurar e dar o encaminhamento necessário para violações de conduta. Caso tenha alguma dúvida, consulte o material.


Se algum desses comportamentos ocorrer, busque imediatamente a organização do evento.


Dúvida ou sugestão? Fale com a gente:
Equipe do 21º Congresso da Abraji
[email protected]


https://congresso.abraji.org.br/

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